terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Homens Mar


Minha ilha tornou-se o mar e a vida dos outros
Outros tantos, outros prantos
...
Perdi-me em braços e pernas nuas
Mil braços de meus sonhos submarinos
De Marias e Marinas

Quando sozinho entre estrelas
Sinto-me como nunca em paz
Homens maus levaram-me da terra
Eu ainda criança
E essa distância acabou por me encantar
Agora meu barco é casca, é casa

Eu tornei-me homem mar


*Veio a mim a imagem, depois, poema. Como não cabe na tentativa de livro, para onde os outros estão canalizados (e isso é uma contradição), ei-lo aqui. Olhando agora para o de baixo, comecei a entender.

Foto: Álvaro Andrade com um celular

5 comentários:

  1. Olá,sou do blg originalmenteinsano,comecei ele há pouco tempo,estou a procura de parceiros que coloquem ele nos favoritos,se aceitar eu faço o mesmo com seu blog,espero resposta ^^
    Abraço

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  2. linda a imagem, e lindo o poema.

    parabéns pelo blog :)

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  3. Opa! Um poeta soteropolitano. O mar. Poxa lembrei muito de uma poesia de um amigo meu, Marela e Ilhéu, muito boa... pena que não a tenho aqui comigo. Mas gostei das curvas virtuais: Tmb sou de Salvador, apesar de não está residindo aí agora. O mar. Dizem que o mar leva e traz, mas quando traz já não é o mesmo. O sujeito poeta fez o mar diferir: o mar não mais só levou e trouxe, deixou. Deixar. Boiar. Dissolver-se. Como se cada sal...

    Um abzz

    Add!!

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  4. Olá!
    Obrigado pela visita lá no blog.
    Bem bacana seu blog.
    Lendo seus versos, lembrei do disco "Homem-espuma" do mombojó.

    Voltarei outras vezes.

    Forte abraço

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